MC Carol: “O maior crime que o funk comete é deixar pretos ricos”

O funk, ao longo dos anos, passou por processos reinvenção em um esforço de manter suas raízes como cultura e expressão da realidade das favelas do Brasil em meio a marginalização. O Baile da Gaiola, maior baile de favela do Rio de Janeiro, é famoso pelo fenômeno da vertente 150 BPM, e está ameaçado pelas operações policiais e pela condenação do criador, Renna Santos da Silva, 25, o DJ Rennan da Penha. O Brasil de Fatoconversou com a cantora MC Carol sobre a tentativa de criminalização do ritmo e suas experiências pessoais com a violência policial.


“Eu costumo dizer que o funk salvou a minha vida, e o funk vem salvando vidas. Ele não está só salvado vidas, ele está enriquecendo pessoas. E quais são as pessoas que ele está enriquecendo? É o preto, o pobre, o favelado, a mulher. A mulher totalmente fora dos padrões que canta falando músicas feministas, no meu caso. Isso não agrada. O funk não agrada. O maior crime que o funk comete é deixar pretos ricos, porque droga tem em todo lugar, tem no Rock in Rio, no Lollapalooza, em boates, todos os lugares”, dispara.

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