Vidas Divididas

Letra: Vidas DivididasArray

Flores que sobem porteiras
Levantam poeiras pra iluminar
Fadas e sonhos perdidos
Tempos esquecidos no sertão de cá
Sinto sozinho e sangrando mágoas que chorando
Consigo esconder, num céu claro de alegrias
Contos, fantasias, guerras sem poder

Roxo o suspiro na mata, coração maltrata incerta paixão
E o alazão frente aberta, sente a coberta do pasto na mão
Vejo a sua partida, seguir minha vida amado por ti
Vento sente o coração, invade o sertão onde eu te conheci

Eu lacei o boi fumaça, depois da pirraça que ele me fez
Laço o couro de novilha, bateu na forquilha da guampa da rês
Canário canta sozinho, ficou doentinho, dormiu e morreu
Pra mim cantar a tristeza e sentir a nobreza que o senhor me deu

Mas espero a sua volta, eu tenho a escolta de anjos do bem
Luas, fadas e duendes, escovas de dentes eu guardei também
Me cobre de beijo e cheiro, boiada e mangueiro sonhos de guri
Cobre a terra de enxada e a roça de água pro sonho seguir

Hoje na porta eu vi seu sorriso entrando pra me invadir
Te joguei no chão da sala, cai sua mala, chora o colibri
Duas divididas, estradas compridas que morrem aqui
Viola e céu estrelado o meu amor do lado para me cobrir

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